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Maldivas declara estado de emergência por crise política

O Governo das Maldivas declarou nesta segunda-feira (5) estado de emergência em meio ao aumento da tensão pela decisão do presidente, Abdulla Yameen, de não acatar uma decisão do Supremo que reabilita 12 deputados opositores e anula a condenação contra nove opositores.

A presidência das Maldivas informou que o estado de emergência durará pelo menos 15 dias.

Na semana passada, a Suprema Corte ordenou a libertação de líderes da oposição que estavam presos, entre eles o principal rival político de Yameen, o ex-presidente Mohamed Nasheed. Nasheed está exilado no Reino Unido desde 2006, quando viajou após receber uma licença médica na prisão.

O Supremo decidiu que as condenações dos opositores foram influenciadas politicamente.

A decisão do presidente Yameen de não acatar a ordem da Suprema Corte gerou protestos pelos apoiadores da oposição na capital Male. Houve confronto entre os manifestantes e policiais.

Soldados ocuparam o parlamento para impedir que os deputados entrassem. Quando os 12 deputados opositores reabilitados pelo Supremo voltarem ao parlamento, o Partido Progressista das Maldivas, do presidente Yameen, perderá sua maioria, o que pode resultar em um corpo legistativo opositor ao presidente.

Nesta segunda, o presidente Yameen enviou uma carta ao Supremo em que diz que a ordem invade os poderes do Estado e é uma “violação da segurança nacional e do interesse público”. Ele exige que a corte reconsidere as preocupações do governo.





G1

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